Artigos Sobre o Impressionismo e Washington Maguetas
Manet no Brasil e a História do Impressionismo
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A forma de expressão de Maguetas é especialmente significativa, visto que o impressionismo, na
realidade, nasceu no Brasil. Nos anos 1850, o pintor Manet era um passageiro num navio ancorado na Baía
da Guanabara, extasiado pela intensidade da luz e do reflexo das casas, das montanhas e das florestas
nas águas calmas da baía. A luz do trópico de capricórnio teve um impacto marcante sobre ele, e a
memória dessa vista permaneceu na retina de seu olho interno. Sofrendo possivelmente de malária e
proibido de desembarcar, Manet permaneceu a bordo do navio por quase uma semana. O Rio de Janeiro deixou
uma impressão profunda na sua memória, e décadas depois ele relatou aos amigos que a vista da Baía de
Guanabara, captada por seus olhos febris, inspirou-lhe uma nova intuição da arte numa forma que mais
tarde seria apelidade de "impressionismo".
Neste sentido, Maguetas é constantemente banhado numa luz capricornial, mas estranhamente modificado por
uma perspectiva setentrional, como se o impressionismo nascido no Brasil fosse refinado na Europa e de
novo refinado aqui no olho interno de Maguetas um século e quatro décadas mais tarde. Os quadros de
Maguetas nos conduzem a um passado distante, a experiências imaginárias, a uma atmosfera de fantasia e
nostalgia, a uma busca de tempo perdido mas nunca vivido.
Sol Biderman
Romancista e teatrólogo norte-americano,
crítico de arte para revistas e jornais em
Nova Iorque, Washington e São Paulo.
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Jardim da Fazenda em Taquaritinga
jan/2005 - óleo sobre tela

Jardim da Fazenda em Taquaritinga
(detalhe do quadro)
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O Impressionismo não morreu
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Na Europa, mais precisamente na França, nascem plantas lindas, vigorosas e florescem mostrando suas cores e suas formas em harmonia. Mais breve do que o esperado sucumbem, se inibem e se escondem.
Agora é a vez das agressoras sucumbirem ao domínio de outras ainda mais agressivas chamadas de contemporâneas.
Mas as plantinhas que gostavam da luz para oferecer sua cor tinha raízes que não pereceram e renascem em pequenos brotos que florescem por toda parte mostrando a beleza das flores e da arte, pode estar em todo lugar sem revolucionar a arte como criadores e inventores da roda.
Aprender a pintura, teatro, escultura, música ou qualquer manifestação do ser humano, não é nenhuma vergonha, triste é saber que tentam sufocar as boas.
Tenho orgulho de ser um broto do impressionismo que nunca morreu.
Washington Maguetas
Taquaritinga, Março de 2003
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Serra Onde Nasci

Serra Onde Nasci (detalhe)
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Apresentação da Exposição na Galeria André
Nas últimas décadas, o cerco dos meios de comunicação e o controle do modismo
artístico pelos grandes centros do mercado de arte, exerceram uma
forma de fiscalização estética, impondo um padrão na produção artística atual.
A Galeria de Arte André, no decorrer de sua história, buscou alterar
as regras deste jogo, visando apresentar ao grande público expoentes
da pintura, independente dos estilos e tendências, preocupando-se com
uma proposta definida de alta qualidade técnica, pictórica e criativa,
que assegurasse a artistas como Maguetas, um espaço merecidamente de destaque
no panorama artístico.
Washington Maguetas é um artista que desde cedo desempenhou papel
definido no ofício das Belas Artes, não realizou estudos formais em artes
plásticas, tem seu trabalho baseado no aprendizado pela observação e
na prática, são décadas de vivência artística, que lhe conferem a condição de mestre.
Desde os 17 anos de idade expõe suas obras regularmente em Salões Oficiais.
Já na sua juventude, os críticos consideraram Maguetas como uma figura
de destaqu no impressionismo nacional, e atrajetória deste artista, que realiza com
a luz e os efeitos que ela produz nos objetos cotidianos, é
apreciada como demonstração de grande maestria.
Seleciona seus temas tendo como principais vertentes:
as paisagens brasileiras, nas quais adapta típicos personagens da época
áurea do impressionismo francês, incluíndo uma séria pesquisa histórica
dos trajes e customes da época; a natureza morta, que compôe com objetos simples;
arranjos florais, próprios da nossa vida cotidiana. Revivendo na tela
do tempo paisagens imaginárias, ou melhor dizendo, verdadeiros agrupamentos de cores com formas
definidas.
Sua pintura delicada revela o prazer pelo pintar, demonstrando ao mesmo tempo
sua necesidade de não desfigurar o próprio colorido da natureza.
Esta vida pulsante de trabalho cria uma estrutura de composição poética,
que Maguetas tem a sensibilidade de apreender e de registrar nos seus quadros com extrema acuidade.
Esta exposição, transporta o expectador para um mundo saudosista,
dos longos passeios pelos parques, bosques, de um tempo em que
havia tempo para desfrutar do convívio harmonioso com a natureza.
Feliz do artista que fez de sua vida, sua arte e de sua arte
sua vida, retratando paz e tranquilidade, que o homem no seu caminhar, tenta
imitar.
Hélio Alves Neves
Diretor Executivo de Arte da Galeria André
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